O modelo RUP: um modelo interativo e incremental

O RUP (Rational Unified Process ou Processo Racional Unificado, em português) procura incorporar elementos dos modelos de processo anteriormente apresentados, em uma tentativa de incorporar as melhores práticas de desenvolvimento de software, dentre elas a entrega incremental (SOMMERVILLE, 2011). Seu objetivo é produzir softwares de alta qualidade que atendam às necessidades dos usuários com orçamento e cronograma controlados (KRUCHTEN, 2003).

No entanto, o RUP não é apenas um modelo de processo de software, é uma abordagem completa para o desenvolvimento de software, incluindo, além de um modelo de processo de software, a definição detalhada de responsabilidades/papéis, atividades, artefatos e fluxos de trabalho, entre outros. O modelo de processo do RUP tem como diferencial principal a organização em duas dimensões, como ilustra a figura 1.6. Na dimensão horizontal é representada a estrutura do modelo em relação ao tempo, a qual é organizada em fases e iterações. Na dimensão vertical são mostradas as atividades, chamadas de disciplinas no RUP.

Sommerville (2011) descreve as quatro fases de negócio abordadas pelo RUP como:

1. iniciação ‒ todas as entidades externas que interagirão com o sistema são descritas e as interações são definidas em business cases. Com isso, a avaliação de sistema para o negócio é feita, optando-se pela continuidade ou não do projeto; 

2. elaboração ‒ as metas dessa fase são o desenvolvimento da compreensão do desenvolvimento, o estabelecimento de um framework de arquitetura, a criação do plano do projeto e a identificação de riscos. No fim dessa fase deve existir um modelo de requisitos para o sistema. 

3. construção ‒ essa fase envolve projeto, programação e testes do sistema. As partes do sistema são desenvolvidas em paralelo e integradas. Ao fim da fase, o software deve estar funcional e a documentação para usuários, pronta. 

4. transição ‒ essa fase envolve a transferência do software da equipe de desenvolvimento para os usuários e sua operação em ambiente real. Ao fim dessa fase, o software deve funcionar no ambiente real.

Segundo Sommerville (2011), o RUP considera a existência de iterações no desenvolvimento de duas maneiras: cada fase pode ter sucessivas iterações, desenvolvendo-se os resultados de maneira incremental; e todo o conjunto de fases pode ser executado de maneira incremental.

Fonte: ENGENHARIA DE SOFTWARE | Rosilene Fernandes | Cápitulo 1.3.5


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