A importância da modelagem e suas ferramentas

 


Neste tópico, estudaremos a importância da modelagem de requisitos e suas ferramentas. A Figura 1 apresenta os principais conceitos relacionados à modelagem de requisitos. Alguns desses conceitos já estudamos na unidade anterior, como as fases da Engenharia de requisitos (Elicitação, Análise, Especificação e Validação). Também vimos classificação de requisitos em Requisitos funcionais, não funcionais e de domínio. Lembra? Todos esses conceitos estão bastante interligados.

Analisando a figura 1, você pode verificar o link que existe entre a fase de especificação, as notações utilizadas para representar os requisitos e os tipos de requisitos. Lembre-se de que na fase de especificação você deve começar a escrever os requisitos (funcionais, não funcionais e de domínio). A forma dessa escrita vai depender da notação adotada pelo projeto de sistemas, UML, histórias do usuário etc.

Vamos nos aprofundar nessa discussão. Inicialmente, vamos ver o conceito de modelagem de requisitos.

O que é modelagem de requisitos? A modelagem de requisitos tem como objetivo a construção de modelos que representem os requisitos do sistema. Normalmente, utiliza-se algum tipo de notação ou ferramenta para modelar os requisitos.

A modelagem de requisitos é realizada com o objetivo de simplificar a complexidade para representar as necessidades do sistema (MEDEIROS, 2004). Não temos a facilidade de entender e gravar todas as informações sobre tudo que o software precisa realizar, por isso utilizamos modelos. Normalmente é mais fácil compreender modelos desenhados do que textos escritos. Você concorda?

Veja os exemplos a seguir:



Mas, que notações existem para a modelagem de requisitos?

No caso de Sistemas Orientados a objetos, a UML – Linguagem de Modelagem Unificada (Unified Modeling Language) – é a linguagem utilizada para modelar esses sistemas. A UML auxilia os desenvolvedores a definir as características do software, seus requisitos, seu comportamento, sua estrutura lógica, a dinâmica de seus processos. A modelagem de requisitos nesse contexto utiliza diagramas de casos de uso e descrições de casos de uso, lista de requisitos não funcionais para representar os requisitos não funcionais e de domínio (se necessário).

No caso de sistemas construídos com metodologias ágeis, a notação utilizada para os requisitos são normalmente histórias de usuário, casos de uso, lista de requisitos não funcionais etc. Isso depende da metodologia adotada (XP, SCRUM ou outra) e dos padrões da organização.

Qualquer que seja a notação utilizada, UML ou outra, é importante entender que a modelagem de um sistema é uma forma de documentá-lo. Mas, para que documentar?

Os sistemas estão em constante mudança. Os clientes desejam melhorias, o mercado força a adoção de estratégias para que as empresas se tornem mais competitivas, as leis são modificadas com o passar dos anos, os sistemas podem ter falhas. Todos esses fatores e outros podem repercutir em mudanças no sistema que foi desenvolvido ou mesmo que está sendo desenvolvido. E uma documentação completa vai ajudar para que a manutenção do sistema ocorra de maneira correta, sem gerar novos erros ao corrigir os antigos.

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